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O folk lituano renascido pela mão dos Merope

A dupla de músicos traz inovação às formas folclóricas lituanas e, amanhã, mostra em Aveiro como é possível viajar sem sair do lugar

Sandra Simões

Amanhã, o Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro - GrETUA, entrega o palco à dupla Merope, da Lituânia, que acaba de lançar “Véjula”, o disco que faz renascer o folk lituano.
Outrora um trio, Merope é agora uma dupla, composta pela cantora lituana Indré Jur­gelevičiūté, que toca “kanklés” (um cordofone báltico com o qual ela faz sons que florescem como gelo e brilham como me­teoros) e o multi-instrumentista belga Bert Cools. Para o seu quinto álbum, que tocarão, com toda a certeza, amanhã à noite em Aveiro, criaram um elenco de apoio que inclui o mestre da cítara Laraaji e o guitarrista de jazz Bill Frisell, além dos compositores inovadores Shahzad Ismaily e Toma Gouband.

Instrumentos musicais
ancestrais
Assentando no som encantado do “kanklés” – instrumento de cordas originário da região Báltica –, as canções de Merope vibram com uma delicadeza atuante, como que em suspensão, explorando a herança harmónica primordial da Lituânia. O disco “Véjula”, lançado no ano passado, expande a palete delineada em registos anteriores, elevando as músicas para um nível quase etéreo, que envoca no seu estado mais puro, memórias, paisagens, mitos e filosofias ancestrais e contemporâneas.
Num acerto simbiótico entre instrumentos acústicos e cânticos do folclore lituano, guitarra, sintetizadores, percussões variadas e um uso «muito consciente e certeiro da eletrónica, partindo de raízes anciãs para as entrelaçar numa trama onde ambientalismo, jazz, “kös­mische” e minimalismo habitam uma mesma paisagem viva de ancestralidade e futurismo». Tudo apresentado de forma muito natural e plena de humanidade.
Relativamente ao último álbum, a crítica, muito favorável, explica que ”Véjula” abre uma panorâmica sobre a sua música, sem cortar o cordão umbilical, através de uma travessia por entre uma folk mais descarnada: “Lopšin”; ascensão espiritual: “Namopi”; fantasmas de melodias passadas em conjura eletroacústica: “Spin­dul”; ou eletrónica vaporosa: “Rana”, sem nunca per­der o seu foco, mágico e hipnó­tico. |

Março 6, 2025 . 09:30

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