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Missão da ONU denuncia situação de segurança "extremamente difícil" no Líbano

Pelo menos dez capacetes azuis da FINUL foram feridos em ataques israelitas desde o aumento dos ataques israelitas em território libanês, há um mês

As forças de manutenção da paz da ONU (FINUL) no Líbano denunciaram hoje que soldados israelitas dispararam contra um dos seus postos de observação no sul do país esta semana, lamentando que a situação de segurança seja “extremamente difícil”.

Em comunicado, a FINUL denunciou que, enquanto os soldados israelitas efetuavam “operações de limpeza de casas perto” do seu posto em Dhayra, visaram a posição das tropas da ONU, que tiveram de se retirar “para evitar serem alvejadas”.

A missão da ONU adiantou que o exército israelita “exigiu repetidamente que a FINUL desocupasse as suas posições ao longo da Linha Azul”, a linha divisória entre o Líbano e Israel e onde as forças de manutenção da paz da ONU estão estacionadas para controlar a faixa de fronteira.

O comunicado refere ainda três incidentes separados de fogo não identificado que atingiram posições ou veículos da FINUL esta semana, sublinhando que “a situação de segurança é extremamente difícil”.

A FINUL reiterou que Israel “danificou deliberadamente o equipamento de câmaras, iluminação e comunicações em algumas destas posições”, ao mesmo tempo que insistiu que, “apesar da pressão sobre a missão”, as tropas da ONU “permanecem nos seus postos e continuam a desempenhar as suas tarefas”.

A missão, atualmente comandada pela Espanha, recordou ao exército israelita e a “todos os intervenientes”, em referência ao grupo xiita Hezbollah, a sua obrigação de garantir a segurança do pessoal e dos bens da ONU.

Além disso, insistiu que um “ataque deliberado constitui uma grave violação do Direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU”, que pôs fim à guerra de um mês entre Israel e o Hezbollah em 2006.

No dia 20 de outubro, a FINUL voltou a acusar Israel de demolir “deliberadamente” uma torre de observação e a vedação do perímetro de uma das suas posições no sul do país, na fronteira com Israel, ações que se têm repetido desde que o exército israelita iniciou a sua invasão terrestre no início deste mês.

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