Região Centro desafiada a abraçar a Dieta Mediterrânica
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) apresentou ontem a Agenda para Valorização da Dieta Mediterrânica na Região Centro. Um documento lançado precisamente no dia em que se cumpriram 11 anos sobre a data em que a UNESCO integrou Portugal na lista de países representativos da Dieta Mediterrânica, reconhecida como património Imaterial da Humanidade desde 2010. Um documento que representa um desafio para o futuro.
«Contamos com todos para consolidar este modelo de desenvolvimento regional», desafiou Isabel Damasceno, presidente da CCDRC, para quem este projeto representa uma peça-chave para revitalizar as economias locais, numa base sustentável, pois este estilo de vida – porque é disso que se trata, mais do que um regime alimentar - «oferece soluções modernas para desafios globais». Esta Agenda, disse ainda, é uma «oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre este valioso património, promover o seu potencial enquanto elemento identitário e de valorização da região».
Uma dieta, ou melhor, uma “díaita”, na terminologia grega, um estilo de vida assente em coisas simples, como o pão, o vinho e o azeite. Ingredientes que acompanham a Humanidade há oito mil anos e que a Bíblia consagra: «O vinho, que alegra o coração do homem; o azeite, que lhe faz brilhar o rosto; e o pão que sustenta o seu vigor». Um salmo citado por Vanda Batista, diretora da Unidade de Desenvolvimento Rural e Agroalimentar da CCDRC, que procedeu à apresentação da Agenda.
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