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Portugal tem cada vez menos enfermeiros


sábado, 14 maio 2022

Portugal é um dos países europeus da OCDE com menos enfermeiros por cada 100 mil habitantes (710), abaixo da média da Organização que se fixa em 880. Dados que foram compilados e revelados pelo Instituto + Liberdade, a propósito do Dia Internacional do Enfermeiro, que se assinalou nesta quinta-feira.
Uma profissão, como se refere na análise a estes dados, “indispensável em todos os sectores ligados à saúde, desde as Unidades de Cuidados Intensivos até à Psiquiatria”.
“As precárias condições salariais (Portugal é o 5.º país europeu, entre os analisados, em que os enfermeiros são pior remunerados, em paridade de poderes de compra), o excesso de carga horária, as dificuldades de progressão e revisão das carreiras ou o reduzido investimento em equipamentos hospitalares e na investigação, tornaram a profissão pouco atractiva, principalmente no SNS [Serviço Nacional de Saú­de], tendo, naturalmente, aumentado a dificuldade do nos­so país na retenção dos profis­sionais que forma (e que também são poucos)”, refere o + Liberdade.
Portugal, acrescentam, é um dos países europeus que forma menos enfermeiros. Em 2019, Portugal formou 26,6 enfermeiros por cada 100 mil habitantes, uma diferença abismal para países como a Suíça (108,2), Finlândia (81,8) e Noruega (79,8). Entre os 26 países analisados, apenas seis formaram menos enfermeiros do que Portugal, em 2019.
Apesar do baixo número de enfermeiros formados, Portugal, entre 2015 e 2021, foi um dos países europeus que mais enfermeiros “exportou” (5,4 por cada 100 mil habitantes, o equivalente a cerca de 20 por cento dos enfermeiros formados anualmente). No Reino Unido (0,4), Suíça (0,4) e Luxemburgo (0,5), o número de enfermeiros emigrados por cada 100 mil habitantes não chega a 0,5, sendo que, entre os países analisados, apenas 3 “exportaram” mais do que Portugal. Tudo isto, concluem, faz com que Portugal seja um dos países europeus da OCDE com menos enfermeiros por cada 100 mil habitantes.

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